| Começou
como um lazer, trabalhava em uma empresa multinacional,
e pela economia da época era bem remunerado. Apesar
que desde pequeno, convivia com bons músicos e era
envolvido com o assunto, e para colaborar mais, meu pai,
conhecido como Seu Salgado, consertava há muito tempo,
(40) anos de vivência e experiência em instrumentos
de sopro.
Com isso sempre havia uma curiosidade relacionada a instrumentos
musicais, e a vontade de trabalhar e poder viver disso
foi crescendo e amadurecendo, ao ponto de trazer o baixo
GIANNINI que havia na igreja para reforma-lo inteiro,
sem saber muita coisa..., porém acabou mexendo
em tudo, braço, corpo, parte elétrica, e
até na pintura.
Fui aprendendo essa “ arte” que é
a luthieria sozinho, com bastante esforço, dedicação,
em muitos livros, em instrumentos importados, e chegando
a conclusão que era um talento que eu tinha, e
foi-se lapidando sempre com a vontade de aprender.
No começo foi um grande desafio, pois luthieria
abrange vários assuntos como ferramentaria, marcenaria,
eletrônica, cálculos, e um dos principais,
o relacionamento com o cliente. E por isso já são
18 anos de experiência, conhecimento, dedicação,
e tudo sendo feito com amor, e principalmente em reparos
de instrumentos como: HOFNER, GIBSON, FENDER, KEN SMITH,
FODERA, CARVIN, FACTOR, STEINBERGER, BRIAN MORE, PRS,
e todas as grandes marcas nacionais e importadas, sem
citar nossos grandes triunfos, os instrumentos LANCER.
Conselho para quem esta começando, (Arthur Maia
diz o seguinte): “Sua cabeça é seu
mestre, faça da esperança sua batalha”.
Entrevista de Arthur Maia para a revista MIX Edição
04/1982
Se não fizer com amor, pra que fazer?
Donizete Salgado (Luthier)
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